domingo, 14 de agosto de 2011

Caos

                Olhando pra vida, percebo que é tudo tão... sutil. Ou que pelo menos era, até reparar que está tudo ali, na sua cara. Agora, parece que tudo grita, que aquilo foi a sua vida inteira. Que tudo aquilo que parecia simples é, na verdade, um inferno na terra, e que tudo caminha pro lado errado. Mas o que mais faria sentido? Não é a mais pura verdade que tudo tende ao caos? Não tenho força, não tenho vontade o suficiente pra nadar contra a correnteza. Sou levado, vou indo ao caos como a poeira se solta ao vento. Se deixa levar, Se deixar ser quem você é. E você nada mais é do que parte do caos, parte desse lixo de mundo de merda que te arrasta pro fundo. Tudo é como um dia de Sol: Não dura, sempre muda. Sempre volta ao caos do dia chuvoso, do tão belo e esplendido dia cinzento que representa melhor do que tudo a vida: um caminho para o fim, a consequencia de deixar o tempo correr, de ver a areia descendo.
                Que somos nós, se não Lobos? Uivando para a Lua, acreditando que algo vai mudar nossas vidas. E o pior é que isso é a maior besteira do mundo, lobos não uivam pra lua. Somos tão bestas que precisamos acreditar que alguma coisa no mundo, além de nós, tem fé em alguma coisa impossível.
                Assim seguimos a vida, como algo que achamos que vai pro lado certo, mas que, na verdade, está num abismo cujo único fim é o fim da própria. Esta que é um paradoxo do bem e do mal por si só.

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