segunda-feira, 26 de setembro de 2011

500 days of summer

People may not believe this, but loneliness is underrated. And i'll tell you everything about living free. I'll tell you about friends, and the winter. And I'll show you the mood for a good laugh and the view of paradise. But this gets to be for some other day. Most days of the years are unremarkable. They begin and end, with no lasting memory made in between. Most days have no impact on the course of life. That does go a little harder when in with loneliness, though.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tempo


As pernas pesam. O tempo não passa. As cores se perdem na tristeza. Pessoas, rotinas, futuro. Tudo parece distante, mesmo que tão proximo. Sinto o ritmo pulsante dentro de mim, apesar de toda uma vida parecer tão mortalmente silenciosa. Fora do meu lugar, fora de sintonia com o pulsar do meu coração. Vejo o rosto mudando, vejo a areia caindo. O tempo não para.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Vida Cinza

                Tanta gente, tantos rostos. Todos passam e me olham. Passam, mas não me enxergam.  Vejo tudo, sempre quieto. Vejo tudo, sem mudanças. Risadas, cigarros, cafés e mulheres. Nada mais é bom. O sexo é bom, mas não trás aquilo de que sinto falta. Nem a melodia de um belo violino, tão majestoso e melancólico, me trás um bom sorriso. Livros, um homem, seu irmão e seu sobrinho. Tudo parece preto e branco. Não há cores. Há pessoas, atitudes, barulhos e figuras. Leio textos, vejo números. Faço contas, e vou passando. Passo, olho, e nada de mudanças percebo. Vejo aquela moça. Alguém que me mostrou ser verdade o que eu achava que era mentira: é possível dar tudo a uma mesma pessoa, e roubar tudo de volta num piscar de olhos. Um fechar de olhos que ao passar parece que passou uma vida, que tudo mudou. Que você nunca teve nada, e só o que apareceu foi uma nova infelicidade. A vida passa. Em preto e branco.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Chuva


                A vida é achuva. Quando o Sol começa a brilhar, o vento trás aquela nuvem. O inevitável encontro de um dia cinzento. Um dia triste, com cigarros, uísque e café. Trás o frio, a água. Aquela água que perturba tudo.  A alma, o corpo, o sorriso. A risada, e a alegra. Aquela nuvem que passa, molha e vai embora, levando consigo tudo aquilo que tanto custou a vir. Parece tão simples, mas é tão indomável. Viver é estar disposto a se molhar. E se molhar muitas, e muitas vezes.

Palavras


                É engraçado como uma palavra pode cortar tão mais profundamente do que a maior das lâminas. Como uma pessoa de mão vazias e boca cheia pode ser tão mais temivel do que uma multidão armada. É.... curioso, como palavras encurraladas são tão mais violentas do que o mais feroz leão atiçado. É difícil ver aquilo que às vezes te faz tão bem, dilacerando tudo aquilo que está dentro de você. Palavras são.... verdadeiras facas de dois gumes.

domingo, 14 de agosto de 2011

Caos

                Olhando pra vida, percebo que é tudo tão... sutil. Ou que pelo menos era, até reparar que está tudo ali, na sua cara. Agora, parece que tudo grita, que aquilo foi a sua vida inteira. Que tudo aquilo que parecia simples é, na verdade, um inferno na terra, e que tudo caminha pro lado errado. Mas o que mais faria sentido? Não é a mais pura verdade que tudo tende ao caos? Não tenho força, não tenho vontade o suficiente pra nadar contra a correnteza. Sou levado, vou indo ao caos como a poeira se solta ao vento. Se deixa levar, Se deixar ser quem você é. E você nada mais é do que parte do caos, parte desse lixo de mundo de merda que te arrasta pro fundo. Tudo é como um dia de Sol: Não dura, sempre muda. Sempre volta ao caos do dia chuvoso, do tão belo e esplendido dia cinzento que representa melhor do que tudo a vida: um caminho para o fim, a consequencia de deixar o tempo correr, de ver a areia descendo.
                Que somos nós, se não Lobos? Uivando para a Lua, acreditando que algo vai mudar nossas vidas. E o pior é que isso é a maior besteira do mundo, lobos não uivam pra lua. Somos tão bestas que precisamos acreditar que alguma coisa no mundo, além de nós, tem fé em alguma coisa impossível.
                Assim seguimos a vida, como algo que achamos que vai pro lado certo, mas que, na verdade, está num abismo cujo único fim é o fim da própria. Esta que é um paradoxo do bem e do mal por si só.